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Tipos de DIU: hormonal, cobre e prata. Qual escolher?

Tipos de DIU: guia completo sobre DIU hormonal, de cobre, de prata e Kyleena.

O DIU (Dispositivo Intrauterino) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e duradouros disponíveis com taxa de eficácia superior a 99%, mas a dúvida que mais aparece nos consultórios ginecológicos é simples: qual o melhor tipo de DIU para mim?

A resposta depende do seu histórico de saúde, da sua relação com a menstruação, do desejo de evitar ou não hormônios e até do seu orçamento. Neste guia, você vai entender as diferenças entre os 4 tipos de DIU disponíveis no Brasil, como cada um funciona, quem pode usar, quanto custa e como a escolha deve ser feita com o apoio de um ginecologista.

O que é o DIU e como ele funciona?

O DIU é um pequeno dispositivo em formato de “T” inserido dentro do útero por um médico ginecologista. Ele age como método contraceptivo de longa duração (LARC — Long-Acting Reversible Contraception), o que significa que, diferentemente da pílula ou do preservativo, não exige atenção diária.

Existem dois grandes grupos de DIU: os não hormonais (de cobre e de prata) e os hormonais (Mirena e Kyleena). A principal diferença entre eles está no mecanismo de ação e nos efeitos sobre o ciclo menstrual.

Os 4 tipos de DIU: diferenças, vantagens e indicações.

tipos de DIU mulher no ginecologista

1. DIU de Cobre: o anticoncepcional sem hormônio mais popular

O DIU de cobre é o tipo mais conhecido e o único método contraceptivo reversível e sem hormônio disponível gratuitamente pelo SUS. Ele funciona porque o cobre é tóxico para os espermatozóides, onde  o íon cúprico altera a motilidade e a capacidade de fecundação dos espermatozóides, além de causar uma reação inflamatória leve no endométrio que dificulta a implantação.

Principais características:

  • Duração: até 10 anos
  • Hormônios: nenhum, ideal para quem busca anticoncepcional sem hormônio
  • Menstruação: pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, especialmente nos primeiros meses
  • Disponibilidade: inserido gratuitamente em unidades de saúde do SUS
  • Preço particular: entre R$ 80 e R$ 200 (apenas o dispositivo)
  • Eficácia: superior a 99%

É muito indicado para quem tem histórico de trombose, enxaqueca com aura, ou qualquer contraindicação ao uso de hormônios, bem como para quem está amamentando.

2. DIU de Prata: durabilidade reduzida, fluxo mais controlado

O DIU de prata é uma evolução do DIU de cobre: ele combina os dois metais, com o núcleo de prata revestido por cobre. Essa composição tem uma vantagem prática importante a prata retarda a oxidação do cobre, o que prolonga a eficácia e, segundo estudos, tende a gerar menos aumento no fluxo menstrual em comparação ao DIU de cobre puro.

Principais características:

  • Duração: até 5 anos
  • Hormônios: nenhum
  • Menstruação: fluxo geralmente mais regulado que o DIU de cobre; pode haver diminuição de cólicas ao longo do uso
  • Preço: entre R$ 250 e R$ 400 (apenas o dispositivo)
  • Eficácia: superior a 99%

É uma boa opção intermediária para mulheres que não querem hormônios mas também não desejam intensificar o fluxo menstrual.

3. DIU Mirena (SIU): DIU hormonal para quem quer menos ou nenhuma menstruação

O DIU Mirena é o mais prescrito entre os DIUs hormonais no Brasil. Tecnicamente chamado de Sistema Intrauterino (SIU), ele libera localmente uma dose muito pequena de levonorgestrel (progestágeno sintético) diretamente no útero, sem distribuição sistêmica significativa pelo organismo.

Essa liberação localizada de hormônio age de três formas: espessa o muco cervical (dificultando a passagem dos espermatozoides), inibe parcialmente a ovulação em alguns ciclos e afina o endométrio.

Principais características:

  • Duração: até 5 anos (versão atual: até 8 anos em algumas apresentações)
  • Hormônios: levonorgestrel (progestágeno)  liberação localizada
  • Menstruação: redução expressiva do fluxo; cerca de 20% das usuárias ficam sem menstruar após 1 ano de uso
  • Indicação especial: adenomiose, endometriose, miomatose, o Mirena é frequentemente prescrito como tratamento dessas condições, não apenas como anticoncepcional
  • Preço: entre R$ 800 e R$ 1.500 (apenas o dispositivo)
  • Eficácia: superior a 99%

DIU Mirena engorda? Essa é uma das perguntas mais buscadas no Google. A resposta é: a absorção sistêmica do levonorgestrel no Mirena é muito baixa, e estudos clínicos não mostram ganho de peso significativo associado ao dispositivo. Eventuais mudanças corporais costumam estar relacionadas a outros fatores.

4. DIU Kyleena: DIU hormonal menor, ideal para quem nunca teve filho

O Kyleena é também um DIU hormonal à base de levonorgestrel, mas com duas diferenças fundamentais em relação ao Mirena: é fisicamente menor e libera uma dose menor de hormônio por dia.

Essas características fazem do Kyleena uma excelente opção para mulheres que nunca tiveram filhos (nulíparas), pois o canal uterino tende a ser mais estreito e um dispositivo menor facilita tanto a inserção quanto a adaptação.

Principais características:

  • Duração: até 5 anos
  • Hormônios: levonorgestrel em dose menor que o Mirena
  • Menstruação: redução do fluxo, mas menos pronunciada que no Mirena
  • Diferencial: visível em raio-X e ultrassom por conta do sulfato de bário na estrutura
  • Indicação: especialmente indicado para adolescentes e mulheres nulíparas
  • Preço: entre R$ 700 e R$ 1.300 (apenas o dispositivo)
  • Eficácia: superior a 99%

Como o DIU é colocado?

O DIU é colocado por um médico com a visão de um ultrassom, que o guia para realizar todo o procedimento com mais segurança, tanto para colocar o DIU corretamente, quanto para eliminar riscos de perfuração uterina.

Todo o procedimento é rápido e simples, eliminando a necessidade de anestesia antes da inserção ou internação após a inserção.

É comum que durante a inserção haja algum leve incômodo, mas nada dolorido.

tipos de diu quem pode usar

Tabela comparativa: qual o melhor tipo de DIU?

Característica

DIU de Cobre

DIU de Prata

Mirena

Kyleena

Hormônio

Não

Não

Sim (baixo)

Sim (muito baixo)

Duração

10 anos

5 anos

5–8 anos

5 anos

Efeito na menstruação

Pode aumentar fluxo

Fluxo controlado

Reduz muito

Reduz moderadamente

Disponível no SUS

✅ Sim

❌ Não

❌ Não

❌ Não

Indicado para nulíparas

Sim

Sim

Sim

Especialmente indicado

Indicado para adenomiose / endometriose

Não

Não

✅ Sim

Parcialmente

Preço estimado (dispositivo)

R$ 80–200

R$ 250–400

R$ 800–1.500

R$ 700–1.300

 

Como o DIU é colocado? O procedimento dói?

A inserção do DIU é realizada por um ginecologista, geralmente guiada por ultrassom para garantir o posicionamento correto dentro da cavidade uterina. O procedimento é ambulatorial não requer internação, sedação ou anestesia geral.

Durante a inserção, é comum sentir um desconforto semelhante a uma cólica menstrual intensa, que dura de alguns segundos a poucos minutos. Após o procedimento, cólicas leves podem persistir por 1 a 2 dias. O uso de anti-inflamatório antes da inserção (conforme orientação médica) pode ajudar a reduzir o desconforto.

Não há necessidade de repouso prolongado a maioria das mulheres retoma suas atividades normais no mesmo dia ou no dia seguinte.

Quem pode usar o DIU?

Qualquer pessoa com útero incluindo adolescentes e mulheres que nunca tiveram filhos pode usar o DIU, desde que autorizada após avaliação ginecológica. Antes da inserção, o médico realiza anamnese detalhada, exame físico e pode solicitar exames laboratoriais e de imagem para descartar contraindicações.

O DIU também é seguro durante o período de amamentação especialmente o DIU de cobre, que não interfere na produção de leite.

Quem não pode usar o DIU?

Existem algumas condições que contraindicam o uso do DIU. Não devem usar pessoas com útero que tenham:

  • Câncer de útero ou do endométrio
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ativa
  • Malformação uterina
  • Estreitamento do canal do colo do útero
  • Infecções sexualmente transmissíveis não tratadas (ISTs)
  • Miomas que distorcem a cavidade uterina
  • Sangramentos uterinos de causa não diagnosticada

No caso do DIU hormonal (Mirena e Kyleena), há contraindicações adicionais relacionadas a condições hepáticas e tumores sensíveis a progestágenos.

Quanto custa colocar o DIU? Vale a pena?

O custo total envolve o dispositivo em si mais a consulta ginecológica e o procedimento de inserção. Veja uma estimativa:

DIU de cobre: pode ser inserido gratuitamente pelo SUS. Na rede particular, o dispositivo custa entre R$ 80 e R$ 200, mais a consulta e o procedimento.

DIU de prata: dispositivo entre R$ 250 e R$ 400, mais consulta e inserção.

DIU Mirena: dispositivo entre R$ 800 e R$ 1.500. Considerando a duração de 5 a 8 anos, o custo mensal é comparável ou inferior ao da pílula anticoncepcional.

DIU Kyleena: dispositivo entre R$ 700 e R$ 1.300.

Vale lembrar que alguns planos de saúde cobrem parte ou a totalidade do procedimento consulte seu convênio.

Por quanto tempo cada DIU é válido?

  • DIU de cobre: 10 anos
  • DIU de prata: 5 anos
  • DIU Mirena: 5 a 8 anos (conforme versão)
  • DIU Kyleena: 5 anos

Após o prazo de validade, o dispositivo deve ser retirado. A retirada é um procedimento simples, realizado no consultório, e a fertilidade é retomada imediatamente após a remoção.

Como escolher o melhor tipo de DIU para você?

A escolha do DIU ideal é sempre individualizada e deve ser feita junto a um ginecologista de confiança. Algumas orientações gerais:

Escolha o DIU de cobre ou de prata se: você não quer hormônios, está amamentando, tem contraindicação a progestágenos ou prefere um método 100% não hormonal. O de cobre tem a vantagem de ser gratuito pelo SUS.

Escolha o DIU Mirena se: você quer reduzir ou eliminar a menstruação, tem diagnóstico de adenomiose, endometriose ou miomatose, ou busca um DIU hormonal de longa duração.

Escolha o DIU Kyleena se: você nunca teve filhos (nulípara), é adolescente, quer um DIU hormonal com dose menor ou prefere um dispositivo menor para maior conforto na inserção.

Independentemente do tipo escolhido, nenhum DIU interfere na fertilidade futura ao retirar o dispositivo, a capacidade de engravidar retorna rapidamente.

FAQ — Perguntas Frequentes sobre Tipos de DIU

O DIU hormonal engorda? A liberação de levonorgestrel no Mirena e no Kyleena é localizada e em dose muito baixa. Estudos clínicos não apontam ganho de peso significativo como efeito do DIU hormonal. Mudanças de peso, quando ocorrem, geralmente têm outras causas.

O DIU de cobre dói na hora de colocar? É comum sentir cólicas durante e logo após a inserção. O desconforto é passageiro (segundos a minutos). Tomar um anti-inflamatório antes do procedimento, conforme orientação médica, pode ajudar.

Posso usar DIU se nunca tive filho? Sim. Todos os tipos de DIU podem ser usados por mulheres nulíparas. O Kyleena é especialmente recomendado por ser menor e mais fácil de inserir.

O DIU protege contra ISTs? Não. O DIU é um método contraceptivo, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Para proteção contra ISTs, o uso de preservativo é indispensável.

Posso engravidar depois de retirar o DIU? Sim. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção do dispositivo, independentemente do tempo de uso.

O DIU de cobre é disponível pelo SUS? Sim. O DIU de cobre (não hormonal) é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de saúde credenciadas.

Qual DIU é melhor para adenomiose? O DIU Mirena (hormonal) é o mais indicado para adenomiose e endometriose, pois o levonorgestrel atua diretamente reduzindo o tecido endometrial e aliviando a dor e o sangramento.

Conclusão: qual tipo de DIU é o certo para você?

Existem 4 tipos de DIU disponíveis no Brasil de cobre, de prata, Mirena e Kyleena, cada um com suas vantagens específicas. O DIU de cobre é o único não hormonal e gratuito pelo SUS. O de prata oferece uma opção não hormonal com melhor controle do fluxo. O Mirena é ideal para quem quer reduzir ou eliminar a menstruação e tratar condições como adenomiose. O Kyleena é a melhor escolha para mulheres nulíparas ou adolescentes.

A decisão final, porém, deve sempre ser tomada em consulta com um ginecologista, que avaliará seu histórico de saúde, seus objetivos e suas contraindicações.

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Responsável técnico

Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Consultare.

Dr. Miguel Chatí — CRM-SP 83864 

Atualizado e revisado em: 2026

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Por meio dele, o médico avalia os batimentos cardíacos fetais, a idade gestacional, o crescimento, a posição do bebê, o volume de líquido amniótico e as condições da placenta. O exame também permite identificar gestações múltiplas (gêmeos), confirmar que o embrião está implantado dentro do útero, rastrear alterações cromossômicas e malformações e detectar precocemente situações que exigem atenção, como deslocamento de placenta ou gravidez ectópica. Esse diagnóstico precoce é o que torna o ultrassom o exame central do pré-natal: quanto antes uma alteração é identificada, maiores as chances de conduzir a gestação com segurança para a mãe e para o bebê. O aparelho funciona por meio de um transdutor, que emite ondas sonoras de alta frequência. Essas ondas atravessam os tecidos, retornam ao equipamento e são convertidas em imagens em tempo real na tela. Como não utiliza radiação ionizante, é considerado seguro em todas as fases da gravidez. Quando fazer o ultrassom obstétrico? Calendário por trimestre O número de ultrassons é definido pelo obstetra, mas uma gestação de baixo risco costuma incluir de três a cinco exames ao longo dos três trimestres. Cada fase tem um objetivo diferente: 1º trimestre (6ª a 9ª semana) – Ultrassom inicial/transvaginal: confirma a gravidez, localiza o saco gestacional, detecta os batimentos cardíacos e estabelece a idade gestacional com precisão. 1º trimestre (11ª a 14ª semana) – Translucência nucal / morfológico do 1º trimestre: rastreia alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, e avalia a formação inicial do bebê. 2º trimestre (20ª a 24ª semana) – Morfológico do 2º trimestre: analisa detalhadamente a anatomia fetal e geralmente revela o sexo do bebê. 3º trimestre (a partir da 28ª–34ª semana) – Ultrassom de crescimento e Doppler: acompanha o ganho de peso do bebê, o líquido amniótico, a placenta e o fluxo sanguíneo do cordão umbilical. Importante: este calendário é uma referência geral baseada em diretrizes da FEBRASGO. O número e o momento dos exames sempre dependem da avaliação individual do seu obstetra, especialmente em gestações de risco. Tipos de ultrassom obstétrico Ultrassom transvaginal (precoce) O ultrassom transvaginal é geralmente o primeiro exame da gestação e oferece imagens muito nítidas nas primeiras semanas. Ele é realizado com um transdutor fino introduzido no canal vaginal, o que aproxima o aparelho do útero e permite visualizar o embrião ainda muito pequeno. É indicado a partir da 5ª–6ª semana e tem três funções principais: confirmar que a gravidez está dentro do útero (descartando gravidez ectópica), identificar se é única ou gemelar e, sobretudo, determinar a idade gestacional com exatidão. Essa datação é fundamental porque a contagem baseada apenas na última menstruação pode estar incorreta em uma parcela significativa dos casos, o que afeta a estimativa da data do parto e a avaliação do crescimento do bebê. Translucência nucal (morfológico do 1º trimestre) A translucência nucal mede a quantidade de líquido acumulado na região da nuca do bebê e é o principal exame de rastreamento de alterações cromossômicas do primeiro trimestre. Ela é realizada obrigatoriamente entre a 11ª e a 14ª semana, pois, após esse período, o volume de líquido se altera e a medida perde a confiabilidade. O exame pode ser feito pela barriga (transabdominal) ou por via transvaginal. Combinada a outros marcadores e à idade materna, a translucência nucal estima o risco de condições como a síndrome de Down. Vale lembrar que se trata de um exame de rastreamento, não de diagnóstico: resultados alterados indicam a necessidade de investigação complementar, e existe a possibilidade de resultados falso-positivos e falso-negativos. Ultrassom morfológico O ultrassom morfológico é o exame mais detalhado da anatomia do bebê e avalia, órgão por órgão, a formação das estruturas internas e externas. 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