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Os males do cigarro eletrônico

Cigarro eletrônico ou vape. Você já deve ter ouvido falar ou visto alguém por perto fumando esse dispositivo tecnológico que parece inofensivo. Com sabores diferentes, eles são mais aceitáveis que os cigarros tradicionais, principalmente entre os jovens.

Porém, ele pode ser tão danoso quanto o cigarro. Já que possui substâncias tóxicas aliada a nicotina. Além de problemas no pulmão, podem afetar também o coração.

Continue a leitura deste conteúdo para saber mais sobre o que são os cigarros eletrônicos e quais são os efeitos no nosso corpo. Confira.

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O que é cigarro eletrônico?

Esse dispositivo assemelha a uma caneta ou um pen drive. São conhecidos também pelo termo Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs).

Possui uma bateria para aquecer um líquido concentrado de nicotina que é inalado pelo usuário. Há outros solventes como água, propilenoglicol, glicerina e aromatizantes misturados juntos nesse líquido.

No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas, por meio de uma resolução da Anvisa (da Agência de Vigilância Sanitária). Mesmo assim, podemos ver a venda desses aparelhos a céu aberto.

Segundo o Datafolha, 3% da população adulta já faz uso do cigarro eletrônico. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019, revelou que mais de 13% dos alunos entre 13 e 15 anos já experimentaram. Já quanto aos estudantes entre 16 e 17 anos, a porcentagem chega quase aos 23%.

Cada vez mais a venda deles atraem a atenção dos jovens, já que são coloridos, com cheiros e sabores diferentes. Além disso, a dependência do vape é muito mais intensa comparado com o cigarro tradicional, diz o Instituto do Coração.

Quais são os males do cigarro eletrônico?

Apesar de muitos falarem sobre a diferença entre o cigarro eletrônico e o tradicional, os dois têm em comum duas coisas: a nicotina e causar doenças.

Um cigarro possui em média 1 mg ou 2 mg de nicotina. Já o eletrônico chega a ter 3 mg ou 5 mg. Ou seja, nessa comparação, fumar um cigarro eletrônico é o equivalente a mais de um maço de cigarro normal.

O problema é que a nicotina é a substância responsável por viciar. Ela se liga em neurônios transmitindo estímulos de prazer, a dopamina. Porém, o pico de alegria é rápido, e para repeti-lo, devemos tragar novamente, levando ao vício.

Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vape libera mais de 80 substâncias. Dentre elas, algumas cancerígenas, metais pesados e outras com potencial explosivo.

Isso porque, segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer e o Ministério da Saúde, as baterias presentes nos cigarros eletrônicos já chegaram a explodir. Causando danos físicos e materiais às vítimas.

As outras substâncias presentes são responsáveis por causar doenças como a trombose, AVC, hipertensão e infarto do miocárdio, entre outras. Além do câncer nos seios da face, enfisema pulmonar e fibrose pulmonar.

Ademais todas as doenças que já sabemos que o fumo traz para nossa saúde, o uso do cigarro eletrônico vem apresentando ainda outras. Isso porque, ao alterar as substâncias presentes no líquido do vape – aquecendo-as, por exemplo -, outras vão sendo formadas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SPB), se o líquido dentro do cigarro eletrônico for aquecido a uma tensão maior que 5 volts, ele produzirá uma taxa de formaldeído mais alta que o cigarro comum. Sendo essa, a substância causadora de câncer de faringe e problemas respiratórios.

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Cigarro eletrônico sem nicotina?

Mesmo que o cigarro eletrônico não tenha nicotina, ele ainda é muito prejudicial à saúde. Estudos realizados na Universidade da Pensilvânia com adultos que utilizaram o vape sem a substância mostraram resultados surpreendentes.

Eles deram para os pacientes um cigarro eletrônico sem nicotina. Era preciso dar 16 tragadas de três segundos. E após isso, foi avaliado o fluxo vascular.

Os pesquisadores perceberam uma redução imediata de 34% na dilatação arterial femoral, diminuição de 17,5% no fluxo sanguíneo e queda de 20% no oxigênio venoso. Dessa forma, percebe-se um prejuízo na função endotelial da artéria femoral (que fornece sangue para a coxa e perna).

Se essa parte é danificada, as artérias engrossam e o fluxo de sangue para o cérebro e coração pode ser cortado. O que pode resultar num ataque cardíaco ou derrame. E essas diminuições do fluxo sanguíneo foram percebidas imediatamente após a utilização do cigarro eletrônico.

EVALI

O cigarro eletrônico possui uma doença causada pelo seu uso: a EVALI (Vaping product use-Associated Lung Injury, ou em português “lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico”). Ela foi identificada pela primeira vez em 2019.

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, apenas nos Estados Unidos, foram 2,7 mil internações por essa doença. Sendo que destes, 68 vieram a óbito. 

A EVALI está relacionada à presença de acetato de vitamina E, um tipo de óleo usado no líquido do cigarro eletrônico. Assim, os sintomas iniciais são:

  • Falta de ar;
  • Dor torácica;
  • Tosse;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos
  • Calafrios;
  • Perda de peso;
  • Diarreia.

A doença costuma evoluir rápido. Por isso, caso sinta um ou mais sintomas, procure um médico especialista para fazer exames.

Por ser uma doença relativamente recente, ainda não há como ter um diagnóstico certo. Deve ser feito por exclusão em entrevista com o paciente. 

Porém, é certo que o cigarro eletrônico causa alteração nos vasos de forma muito mais rápida. Dessa forma, faça exames regularmente para verificar como sua saúde está, evitando problemas maiores no futuro.

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Vacina Protege contra Onde encontrar Meningocócica C (conjugada) Meningococo do sorogrupo C SUS e rede privada Meningocócica ACWY (conjugada) Meningococos A, C, W e Y SUS (12 meses e 11–14 anos) e rede privada Meningocócica B (recombinante) Meningococo do sorogrupo B Somente rede privada Pneumocócica conjugada Streptococcus pneumoniae (pneumococo) SUS e rede privada Hib (dentro da pentavalente) Haemophilus influenzae tipo b SUS e rede privada Nenhuma delas protege contra a meningite viral, que é a forma mais comum e, em geral, mais branda. Algumas vacinas de rotina, no entanto, reduzem indiretamente o risco de meningite viral por prevenir as doenças que podem evoluir para ela, como caxumba, sarampo e catapora, por exemplo. Qual a diferença entre meningocócica C, ACWY e B? A diferença é a quantidade de sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis que cada uma cobre. A meningocócica C protege contra um sorogrupo. A ACWY protege contra quatro (A, C, W e Y) é a de maior espectro. 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