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carteira de vacinação

Carteira de vacinação: a importância de ter ela completa na infância

A carteira de vacinação é entregue para o responsável nas primeiras semanas de vida do bebê. Isso porque, a imunização já começa após a saída da maternidade, com a BCG e a vacina da Hepatite B.

Ela será atualizada com as doses corretas para cada fase da criança. E será requisitada por toda sua vida, dada sua importância. No Brasil, a vacinação infantil é obrigatória, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Neste conteúdo, vamos explicar mais sobre a importância de ter ela preenchida, as campanhas no Brasil e, ainda, veja quais os perigos da falta de vacinas. Continue a leitura.

Leia também: Clínica de vacinas.

Importância de completar a carteira de vacinação

Criada pelo Ministério da Educação, a carteira de vacinação serve para registrar as datas e as doses da vacina. Assim, os profissionais de saúde terão como controlar que as vacinas sejam aplicadas na ordem correta. Esperando o tempo certo para a formação de anticorpos.

Ter todas as doses corretas para cada faixa etária diminui, e muito, o número de mortalidades. Afinal, as vacinas conseguiram aumentar em 30 anos a expectativa de vida do brasileiro.

Porém, a vacinação deve começar nos primeiros meses de vida. Visto que as chances de se contaminar com algum vírus letal são bem maiores na infância. Segundo a Fundação Abrinq, a taxa de mortalidade infantil é de 12,4 para cada 1.000 nascidos vivos – com menos de 1 ano de idade.

É na infância que a criança começa a desenvolver o sistema imunológico. Por isso, há a idade correta para cada tipo de vacina. Assim, evitando alguma contaminação que pode ser fatal para eles.

Para bebês e recém-nascidos, as primeiras vacinas são fundamentais. Pois seus organismos ainda estão frágeis e em desenvolvimento. Sendo bem suscetíveis a doenças.

Nas crianças até 10 anos são aplicadas algumas vacinas já de reforço. Pois o ambiente escolar é muito propenso a circulação de doenças como difteria, coqueluche, tétano e influenza.

As crianças com carteira de vacinação completa também protegem e incentivam aqueles que estão ao seu redor. Já que quanto mais pessoas vacinadas, menor é o número de transmissão e de infecções.

O que diminui a circulação dessa doença na sociedade. E, assim, conseguimos erradicar a enfermidade. Como é o caso da varíola e da poliomielite.

Calendário de vacinação

O Ministério da Saúde divulga todo ano o calendário de vacinação. Assim, nenhum responsável esquece de completar a carteira de vacinação da criança. Nele, vemos as vacinas para cada idade, bem como as quantidades de doses necessárias para a imunização.

A cada ano, são divulgadas campanhas de vacinação para incentivar a população. São orientados da importância de ter todas as vacinas, com suas doses no tempo certo.

Isso porque, não adianta ter apenas uma dose de determinada vacina. Pois a imunização só estará completa e para a vida, com todas as de reforço também.

O Ministério da Saúde coloca as idades para cada vacina. Pois através de estudos, mostrou-se qual doença acomete mais cada faixa etária.

Entretanto, mesmo que a pessoa não tenha tomado alguma delas na infância, pode ser realizada a aplicação na fase adulta. É muito importante estar com todas as vacinas em dia, para garantir a imunização.

A gestante também precisa estar com sua carteira de vacinação certa. Já que ela transfere os primeiros anticorpos através da amamentação no recém nascido.

Vacinas

  • Ao nascer: BCG dose única e Hepatite B;
  • 2 meses: Pentavalente 1ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2ª dose), Poliomielite 1ª dose, Pneumocócica conjugada 1ª dose e Rotavírus 1ª dose;
  • 3 meses: Meningocócica C conjugada 1ª dose;
  • 4 meses: Pentavalente 2ª dose; Poliomielite 2ª dose; Pneumocócica conjugada 2ª dose e Rotavírus 2ª dose;
  • 5 meses: Meningocócica C conjugada 2ª dose;
  • 6 meses: Pentavalente 3ª dose; Poliomielite 3ª dose e Influenza (1 ou 2 doses anuais);
  • 9 meses: Febre Amarela e Influenza (1 ou 2 doses anuais);
  • 12 meses: Pneumocócica conjugada reforço; Meningocócica C conjugada reforço; Tríplice Viral 1ª dose e Influenza (1 ou 2 doses anuais);
  • 15 meses: DTP 1º reforço (incluída na pentavalente); Poliomielite 1º reforço; Hepatite A (1 dose de 15 meses até 5 anos); Tetra viral (Tríplice Viral 2ª dose + Varicela) e Influenza (1 ou 2 doses anuais);
  • 4 anos:  DTP 2º reforço; Poliomielite 2º reforço e Varicela;
  • 9 a 14 anos: HPV (2 doses) e Meningocócica C (reforço ou dose única).

Veja como as vacinas agem no organismo.

Os perigos de não completar a carteira de vacinação

Como dissemos anteriormente, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor será o número de infectados. Isso é provado com a erradicação da varíola, que não tem mais surtos no país.

Porém, a poliomielite tinha uma cobertura de 99,6% de vacinação no Brasil, em 2011. Mas, em 2017, esse número caiu para 78,47%.

Com isso, corre o risco dessa doença reaparecer. Sendo que ela está erradicada nas Américas desde 1994.

A poliomielite acomete, principalmente, crianças com menos de 4 anos. Causando paralisia e insuficiência respiratória, podendo levar à morte.

Para evitar que essa, e outras doenças, voltem a infectar a população é muito importante completar toda a carteira de vacinação. Até porque ela pode ser cobrada em matrículas de escola, concursos e empregos.

A Consultare possui diversas vacinas, que podem ser aplicadas desde crianças até idosos. Com preços bem acessíveis e métodos que tranquilizam os pequenos.

Dessa forma, completar a carteira de vacinação se faz muito importante. Mesmo que tenha perdido alguma campanha, vacine-se!

Continue lendo nosso blog.

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